terça-feira, 30 de setembro de 2014

LEMBRANÇAS DE ECHAPORÃ
Daielly C B de Almeida

       Echaporã, estado de São Paulo, é  uma pequena cidade onde cresci com meus pais e meus irmãos. Lá era tudo muito simples, ruas de terra, casa feita de madeira e fogões à lenha, coisas que hoje são muito difíceis de encontrar.
Depois me mudei para  Sorocaba e vim morar no bairro Jardim Maria Eugênia. Isso já faz 33 anos. Por aqui as casas ainda são simples como na minha pequena cidade, onde vivi.
       A casa onde morava era simples, chão de terra  e fogão à lenha...
       De manhãzinha  eu ia ajudar meu pai na roça e também íamos pegar abobrinhas para o almoço.
       Antigamente as carnes eram caras e não tínhamos  muita condição financeira para comprar mistura para o almoço ou para a janta.Sempre ajudava minha mãe na hora de arrumar a mesa. Já meu pai ia trabalhar novamente na roça.
       Hoje, Graças a Deus, estou em uma condição ótima, com sete filhos e vinte cinco netos e dezesseis bisnetos,  para quem, quando vão em casa, conto umas histórias. Vou contar umas das histórias que sempre conto para meus netos.
      “Vocês sabiam que quando vocês desobedecem seu pai ou sua mãe, depois que você vai dormir o homem mau puxa seu pé para cima?" Meus netos ficam morrendo de medo dessa história.  Eu adoro contar histórias antigas que meus avós contavam para mim.
Relato produzido a partir de entrevista com o Sr Cipriano F Rubio, avô da aluna autora.


   



A vida de Jacinto de Carvalho

Matheus de Carvalho
             Quando eu era criança eu brincava de bola, peteca, estilingue, pião, pipa e outras brincadeiras. O meu lugar preferido de brincar com o Renato, o João, e Reinaldo, meus amigos, era no pasto cheio de animais legais. Um dia encontramos uma serpente gigante e então, vendo como ela era gorda, eu e meus amigos  resolvemos matá-la e levá-la para minha casa para a comermos.
         Nessa época eu morava em Juquiá, uma cidade pequena e bonita, mas  que com o tempo ficou uma selva de tanto mato, tanto que eu não a reconheço mais. Eu percebi que há menos pessoas morando no local e, por isso, fico triste com a cidade e com o meu bairro já que ninguém se importou em reformá-lo  ou mantê-lo e ele está desaparecendo com tanto mato no bairro e na cidade.
         Quando fiquei mais velho tive que trabalhar no bar do meu pai. Era um lugar pequeno e empoeirado, cheio de lixo. Mas hoje trabalho na minha própria mercearia que fica em Sorocaba, ao lado da casa de minha filha, que tem 29 anos e que mora com meu neto, o Matheus. Hoje tenho 70 anos, há 2 anos moro em Sorocaba. 
Relato produzido a partir de entrevista com o avô do autor.


         
                                                                   MINHA INFÂNCIA
Thayane P da Silva

      Vou contar um pouco da minha infância para você, leitor.
       Quando eu tinha uns seis anos, os meus tios e minhas tias faziam uma roda de macumba e eu,  como era pequena, não poderia entrar naquela roda porque eu era menor de idade e ainda havia o fato de eu não querer entrar na roda.  Além disso,  minha mãe era  doente, de cama, e precisava  que alguém ficasse com ela.  Mas, mesmo não aceitando, meus tios  me puxavam  pelos cabelos até que eu entrasse na roda onde havia cigarro, cachaça, pinga, cerveja, cachimbo e outros.
        E então quando eu comecei a entrar na adolescência, era todo dia essa mesma coisa. Quando terminava eu era levada para o banheiro e, bêbada que estava dormia lá mesmo.  Todos iam dormir em uma cama gostosa e eu lá, naquele frio, sem coberta e sem aconchego de meus pais, porque eles já haviam morrido. Isso para mim é muito triste relembrar porque essa história ficou marcada para sempre em minha vida. Moro na cidade de São Paulo, estado de São Paulo.

Relato produzido a partir de entrevista com a  avó da autora, Srª Maria A. de  C. 
Minha história

Tamara L de S. Silva
          A minha história é muito triste. Nasci  e vivi em Campão Bonito até os 13 anos de idade. Depois fui morar em  Ribeirão grande e, após, vim para Sorocaba. Desde os 36 anos que estou aqui.
         Eu trabalhei na roça. Era todos os dias, mesmo doente. Para  comprarmos pão tínhamos que vender carvão e outras coisas. Tive que me matricular sozinha na escola porque meus pais não deixavam ir. Eles falavam que tinha que trabalhar. Fiquei um bom tempo indo à escola escondido. Depois de um tempo meu pai descobriu e eu apanhei muito e tive que  sair da escola e ir trabalhar em dobro na roça.
       Nós só podíamos ficar na rua até às 8:00, tínhamos que dormir cedo para começar a trabalhar de manhã.
       Eu morava em uma casa de barro e palha, não tinha piso e dormíamos no chão.
          
       

Um tempo  belo pra se viver



Gustavo  E.  B.  Silva
Dizem que os olhos são o espelho da alma. A minha avó contou a história dela pra mim.  Ela falou que desde criança ela não teve infância por que ela começou a trabalhar cedo . Ela levava a comida para o pai  e ajudava-o a cortar mato para dar ao gado. Ela falou que um dia ela foi para a escola com as outras crianças e  quando o pai dela soube ela apanhou tanto, mas a vontade dela de estudar era maior ela continua a tentar a ler e a escrever.

Aí passou o tempo e ela aprendeu a escrever e ler. Com  17 anos ela veio para o centro de São Paulo para procurar emprego e conseguiu o de ajudante de loja.  Aí  tempo vai e tempo vem, ela conheceu o meu vô e eles tiveram um filho. Logo depois do meu tio nascer eles se casaram e logo depois vieram para Sorocaba, compraram um terreno no jardim Maria Eugênia e começaram a construir minha avó falou que no tempo que ela veio para o bairro ele era um pasto ainda e as ruas eram de terra. Aí foi indo até chegar a este tempo.
Relato produzido a partir de entrevista com a avó, Srª Maria Fernandes.
Minha doce Infância
                                                                                          Savine A V Aguiar

      Há algumas semanas atrás fui para a escola de minha filha, Savine, lembrei-me de quando estudava naquela escola, fiquei imaginando o quanto tudo mudou: o uniforme, os muros que eram baixos e dava para eu pular e cabular aulas. Os professores  é que não mudaram muito. Eu não sou muito antiga tenho 35 anos, meu nome é Priscila.
       Eu gostei muito de minha infância. Sou a filha mais velha eu era muito apegada à minha irmã Cibele. Somos  em três irmãs. Eu terminei os estudos e fiz faculdade de enfermagem terminei a faculdade e fui técnica de enfermagem.
     Naquele tempo eu gostava de jogar vôlei, tinha dias que eu não ia para a escola só para ir ao centro esportivo. Gostaria de voltar a minha infância porque eu acho que ela foi uma aventura. Gostava muito dos meus pais, meus tios e avós.
      Hoje eu tenho duas filhas e notei uma grande diferença no bairro onde moramos, jardim Maria Eugênia e São Guilherme. Esses bairros eram só barro e só tinha um mercado onde eu ia todos os dias. Ele ficava lá perto da caixa d’ água do bairro.
Relato produzido a partir de entrevista com a Srª  Priscila C. C. V. Albuquerque.

   
Meu Passado


                                                                                                                              Milene Ap. de Oliveira  
                                                                                                                                                                                                                                                                         
          Pensando, quietinha, sobre  se gostaria ou não de voltar à infância chego à conclusão de que não haveria por quê a não ser pelas brincadeiras, os lugares de antes onde se conseguia andar tranquila.  Agora se anda com medo de ser assaltada, roubada , etc.
           Na minha infância, as escolas eram longe de casa. Ou  íamos de ônibus ou a pé.  Trabalhei na roça desde pequena com o meu pai. Era bom trabalhar na roça mas não era fácil não; era de baixo do sol e era complicado e cansativo.
         As roupas de antigamente eram de rendinhas, trançadinhas e simples. Já na adolescência  não saía muito, só ficava com as minhas amigas.
         Quando me apaixonei, logo me casei e acredite foi difícil. No dia do meu casamento fui de ônibus para o cartório, mas o esforço valeu apena. Enfim me casei.
        O momento que mais marcou a minha vida foi quando fui para a praia com os meus três filhos. Foi muito bom aquele sol quente, o som do mar e a companhia dos meus filhos.
        De lá para cá fiquei viúva, mas continuo muito feliz. Hoje estou com os meus netos e isso já é maravilhoso. E como gostei  daquele tempo. Tenho muitas saudades do brilho do olhar e do sorriso de minha mãe.
       Com o passar dos anos a velhice caiu sobre mim, mas nada me impede de  curtir meus netos.  O que importa é que sou feliz!

Relato produzido a partir de entrevista com a avó da autora, Srª Maria I de oliveira.
Minha  infância
                                                                                                    Henrique  de  Assis                                                        
      Meu nome  é  Dirce M  Gonçalves, tenho  65  anos e sou  só  alfabetizada. Sou  muito  triste porque  perdi  duas filhas:  Cremilda  e  Cleonice. Eu as  amo muito.
      Quando era criança meu pai não  me deixava  estudar,  mas  eu  ajudava a minha  mãe  a  cuidar  dos  meu  irmãos .    Eu ia  brincar  no  fim  da  tarde.

     Cresci,  me casei  com  19  anos,  tive   cinco filhas e  perdi  duas e sinto  muita  falta  delas.  Elas  deixaram  cinco filhos  de  uma  e  cinco  da  outra.  Cuido  de  alguns deles. Agora  estou  com  braço  quebrado,  mas  eu  tenho  fé  em  Deus  que  vou  conseguir  enfrentar  esse  medo.
Relato produzido a partir de entrevista com a avó do autor, Srª Dirce M Gonçalves.

Sabendo mais com a minha avó
                                                                                                                                Matheus C.
       Conversando com a minha avó fiquei sabendo mais sobre a sua vida, coisas que nem sabia direito.
     “Eu já sofri muito na vida, mas não foi bem “sofrer”, foi bom. Por causa da minha idade avançada já carregaram as sacolas de compra pra mim, já seguraram o meu braço para eu descer as escadas, me disseram para usar as filas de idosos etc. Eu nunca vivi em um asilo, mas conheço pessoas que já moraram ou que ainda estão lá. Uma prima da minha mãe morou, mas não gostou, saiu e foi morar com uma sobrinha. Meus pais eram pessoas maravilhosas.  Viveram comigo desde que me casei até a morte deles (A mamãe com quase 80 anos e papai com 94 anos).
      Eu me lembro de muito pouco de onde eu morava, mas na minha época por volta de 1986, não tinha carro que nem tem agora, não havia tanta bandidagem que agora tem muito. Eu gostava muito de brincar com minhas amigas e morava no sítio, não em casa e adorava brincar  nos pés de manga.
      Eu ouvia várias histórias, mas a que eu tinha medo era do disco voador. Minha mãe falava que à noite eles vinham de Marte até aqui na Terra para pegar as pessoas. E eu morria de medo disso.
      Eu aprendi que Deus é bom demais e que tudo o que aprendemos, devemos nos fazer com alegria e que devemos nos divertir e dar risadas em todas as situações e que amigos são a melhor coisa do mundo, depois dos netos, é claro. “
    Relato produzido a partir de entrevista com a Srª  Maria B da Silva, tia do autor.                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

Arrependida de não ter terminado os estudos
Kauanne T
Fui adotada com dois anos de idade. Meus pais não tinham condições para me criar. Quem me adotou e me criou foi   um casal chamado   Geanete e Vicente,  que não tinham filhos e até hoje só tem a mim como filha. Na época eles moravam na vila Angélica, mas hoje  moram no Cedrinho. Eu moro no jardim Maria Eugênia.  Antigamente  aqui não tinha pista de caminhada e essas coisas que tem hoje, antes só tinha mato, só era terra, o chão .
Hoje tenho 47 anos de idade  e só me arrependo de não ter terminado os meus estudos . Eu parei de estudar porque minha mãe  verdadeira ia todo dia no meu recreio ou na saída  tentando me pegar de volta pra ela. Hoje voltei para a escola e estou terminando a minha formação.
Tenho 5 filhos: três do primeiro marido e dois do segundo. Meus filhos têm 28,25,24,12,10 anos de idade. Meus casamentos foram bons enquanto duraram. Hoje sou solteira e moro com minhas duas filhas mais novas. Os outros têm a vida deles.
Relato produzido a partir de entrevista com a Srª Maria Elena, mãe da autora.

                                    
História de um homem feliz
                                                                                           Giovanna Oliveira Pires    
Vim morar aqui em Sorocaba com um ano de idade. O pai do meu pai, morava na roça, no Paraná, e viemos em busca de oportunidades melhores de vida.
Tive a melhor infância que alguém poderia ter, total liberdade na vida, brincava pra lá e pra cá, sem parar, jogava futebol  todos os dias, antes de ir para escola, e na hora que voltava. Eu era “rueiro” demais, vivia na rua, o dia inteiro. Liberdade hoje é uma coisa que hoje quase não se tem.
No ensino fundamental a escola era meio longe, já no ensino médio, a escola era mais perto, porém tive que ir trabalhar.
Finalizei o ensino médio (2°grau) por obrigação, para arrumar um emprego melhor, para ajudar a minha família. Terminei o ensino médio no início dos anos 90.
Com o 2°grau em mãos, abriram-se muitas portas para o trabalho. Meu primeiro grande emprego foi na  indústria Jaraguá. Com o dinheiro que ganhava  fui ajudando a minha família e as condições dela  melhoraram também.
Casei um pouco cedo, com 21 anos e a minha mulher com 18. Hoje eu tenho três grandes orgulhos da minha vida: duas filhas lindas, maravilhosas: a maior com 19 anos e a menor com 12. A minha esposa hoje  tem 37 anos e sou o homem mais feliz do mundo com a minha família!
Texto baseado em entrevista com o Sr Paulo Pires, 41 anos, pai da aluna autora.


Minha história, minha vida
Gabriel  A. Corrêa        
Nasci em São Paulo em uma época que  essa cidade ainda era simples e comum, não tinha  asfalto nem nada do gênero. Morava em uma fazenda simples e vivia com minha mãe, pai e cinco irmãos. Os mais novos podiam ir à escola, mas os mais velhos ficavam ajudando a família, trabalhando duro no sol ardente, sem estudo nem nada parecido e, infelizmente, eu era um deles. Eu estava predestinado a  ser analfabeto, mas,  por sorte,  um grande amigo de meu pai que era melhor de vida disse que poderia pagar meus estudos.  A princípio fiquei alegre porque teria aulas, mas certos problemas surgiram durante o meu aprendizado  porque eu teria que aprender  mais coisas que os outros alunos, pois tinha perdido muito tempo de instrução. O pior de tudo era a professora  que , em suas mãos, segurava uma palpatória que me arrepiava. Ela era um dragão em chamas eu tentava ser um dos melhores alunos, mas não conseguia escapar de sua fúria.  Como falei eu perdi muito tempo sem estudar e ‘estava um pouco atrás, vamos dizer assim, então frequentemente chegava  em casa com as mãos varias machucadas  e ainda  corria o risco de sofrer mais porque minha mãe saberia que eu tinha  falhado em aula e poderia me castigar também.
O tempo foi passando, fui crescendo e a cidade de São Paulo foi se modificando e ficando mais populosa e cheia de moradores, carros, casas, prédios, edifícios e coisas do tipo, mas isso não queria dizer que estava melhorando, sim piorando pois com o progresso vieram também  a poluição, a fumaça, o barulho e por ai afora. Não posso dizer que ficou pior, estaria mentindo, porque  foram surgindo novos aparelhos eletrônicos, como exemplo:  a televisão, carros, celulares entre outros.

E como havia dito eu cresci e tive meus namoros, meus relacionamentos sérios  e,  por questão de emprego, tive que me mudar para Sorocaba , uma cidade um pouco menor que São Paulo. Eu preferia São Paulo, mas  não tinha condições de voltar então teria que me ajeitar por aqui mesmo. Então fiquei em uma casa alugada, pequena, apertada mas  “acomodável”. Mas infelizmente o tempo passou e não pude mais trabalhar porque infelizmente cometi um erro e tinha acabado de ser demitido. Teria que me organizar por aqui mesmo, sem chances de voltar a morar em São Paulo.  Com muito suor é determinação consegui uma casa, uma linda família e agora eu estou com melhores condições de vida.
História baseada em entrevista com o Sr. Vandi, amigo do autor.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

MINHA HISTÓRIA

                                                                                                                         Catarina A Salvador

     Tudo começou na cidade de Sorocaba, SP, onde nasci  e cresci em uma pequena casa feita de barro, com chão de pura terra, o quarto  com colchão de palha e o  fogão à lenha. Tudo simples. 

 Toda manhã eu via a minha mãe, moer o café para nós tomarmos. Ela  utilizava o moinho para moer café.
      Em minha infância havia muitas brincadeiras como pega-pega,  esconde -esconde, amarelinha e outras brincadeiras da época. Só tinha uma coisa  que me entristecia: era que a minha mãe não contava histórias para mim e para meus irmãos. Antes nós tínhamos medo dos nossos pais porque eles eram muito bravos. A gente não podia desobedecer senão ficaríamos de castigo, e levaríamos algumas palmadas.
      Mas agora em minha vida atual, vejo que passar por tudo isso me fez bem, porque as crianças de agora são mal educadas com seus pais e só ficam na internet.
      Vendo agora a cidade como era antes e como é agora vejo mudou muito: agora tem hospitais, shoppings praças entre outras coisas.
      Agradeço  a Deus tudo, tudo mesmo, pela minha infância, juventude e espero que aconteça tudo de bom comigo agora.
      Muito Obrigado!!!!!
                Texto produzido a partir de entrevista com a avó da autora, Srª Maria de Fátima D Alves.

Momentos de minha vida  
                                                                                                                       Barbara A de Castilho
        Meu nome é Osmar M de Castilho e fui criado em Bofete. A minha  Infância não foi tão legal, só trabalhava na roça. Comecei a trabalhar com meus sete anos de idade. Pra me divertir eu sempre eu ia ao lago para nadar  e gostava de ir à praça passear. Ia descalço porque não tinha sapato para usar.
        Tive uma infância muito triste  pois quando eu estava com  13 anos minha mãe morreu. Meu pai nunca me deu carinho, ele era muito bravo, já minha mãe ela me dava muitos carinhos.
Nessa época eu sempre eu ia à escola a pé,  andava de 6 a 7 km e tinha aula até aos sábados. Aos domingos  não tinha aula. Eu sempre eu dava uma maçã para minha professora. Fiz pouco tempo de estudo.
       Depois do estudo eu ia para a roça para eu ajudar o meu pai. Com meus 18 anos vim para a cidade grande. Antigamente só era mato e plantação de algodão e café, hoje a cidade cresceu bastante. Hoje tem muitas escolas, hospitais e firmas.
       Com o passar o tempo criei uma família de 4 filhos. Quando eles  cresceram  uma das minhas filhas, a Kelly, conheceu um rapaz  cujo nome é  Alexandre,  e eles casaram e mudaram para o Japão.  Lá eles tiveram a Milene Hanay e  depois de 7 anos eles voltaram para o Brasil.

                                          Texto produzido a partir de entrevista com o sr Osmar M de Castilho, avô
da autora.                                              
                                                 

                                 Etapas da vida  
                                                                                                                    Alex de Oliveira Nilsen 
                            
    Tudo começou no estado de Pernambuco, onde nasci e fiquei até meus quatro anos de idade em uma vida muito sofrida, porque  tive que trabalhar muito cedo.
    Minha mãe trabalhava de empregada doméstica, então como ela tinha que passar o dia fora. Fui criada pela minha avó e meus primos. A casa era pequena, mas eu era muito bem recebida.
    Depois de um tempo minha filha me perguntou como era o lugar onde ela tinha nascido eu contei para ela como era o lugar, era estreito e o banheiro era lá fora e chamávamos de casinha e o chão era de terra.
    Fui morar em São Paulo e comecei a trabalhar na roça. Eu tinha apenas 17 anos. Depois de um tempo eu me casei e fui morar em Areiópolis. Passou o tempo e voltei para Sorocaba. Quando cheguei vi que a cidade tinha mudado muito: a fábrica hoje é um terminal rodoviário e tem até um shopping chamado de shopping Cianê,  e o hipermercado Extra que está em um lugar que também era uma fábrica.

Texto produzido a partir de entrevista com  senhora Jailda da Silva, avó do autor