A VIDA DE ANTIGAMENTE
KAUAM H. F.DE JESUS
Na minha infância vivia vendo
meus pais sofrendo por falta dessa tal tecnologia.
Vivia em casa de barro, em
rua de terra, sem asfalto, em Minas Gerais. A casa era da minha vovó. Para nos
locomover íamos de charrete.
Na escola as professoras viviam
com réguas nas mãos e ensinavam coisas mínimas. Algumas reclamavam que era uma
das poucas profissões atraentes, para os que não queriam ser carpinteiros, por
exemplo. Hoje é raro ver professoras reclamarem.
Naquele tempo as máquinas de
escrever eram mais rígidas do que as de hoje.
A vida foi passando e fui
ficando velho e vi as coisas mudarem junto com a minha amada Mariza com quem
tive meus filhos e conquistei a familiazinha que tenho até hoje...
Quando sinto a brisa e o
perfume da minha mulher, me vem à lembrança o tempo de antigamente. Sinto
saudades pois sou sensível e fraco em emoções e lembranças.
Até hoje, mesmo velhinho, todos
os domingos vou almoçar na casa da minha mãe e retribuo o amor que ela me deu. Nenhuma data passa em branco e meus filhos
demonstram que me amam falando da minha cidade natal.
Adoro descrever as incríveis sensações
que passei, não deixo de contar nada, pois sou velho, mas não preguiçoso.
Meu filho mais velho narra
algumas situações que passei e, às vezes, lembra-se até mais do que eu,
principalmente a história de parto do último filho meu. Ah, esse sim foi um
acontecimento incrível na minha vida.
Já falei sobre minha infância,
sobre meus filhos, mas não disse que sou mineiro com muito orgulho e isso é tudo
que eu falo sobre minha vida.
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