segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A VIDA DE ANTIGAMENTE
KAUAM H. F.DE JESUS
     Na minha infância vivia vendo meus pais sofrendo por falta dessa tal tecnologia.
     Vivia em casa de barro, em rua de terra, sem asfalto, em Minas Gerais. A casa era da minha vovó. Para nos locomover íamos de charrete.
     Na escola as professoras viviam com réguas nas mãos e ensinavam coisas mínimas. Algumas reclamavam que era uma das poucas profissões atraentes, para os que não queriam ser carpinteiros, por exemplo. Hoje é raro ver professoras reclamarem.
     Naquele tempo as máquinas de escrever eram mais rígidas do que as de hoje.
     A vida foi passando e fui ficando velho e vi as coisas mudarem junto com a minha amada Mariza com quem tive meus filhos e conquistei a familiazinha que tenho até hoje...
     Quando sinto a brisa e o perfume da minha mulher, me vem à lembrança o tempo de antigamente. Sinto saudades  pois  sou sensível e fraco em emoções e lembranças.
     Até hoje, mesmo velhinho, todos os domingos vou almoçar na casa da minha mãe e retribuo o amor que ela me deu.  Nenhuma data passa em branco e meus filhos demonstram que me amam falando da minha cidade natal.
     Adoro descrever as incríveis sensações que passei, não deixo de contar nada, pois sou velho, mas não preguiçoso.
     Meu filho mais velho narra algumas situações que passei e, às vezes, lembra-se até mais do que eu, principalmente a história de parto do último filho meu. Ah, esse sim foi um acontecimento incrível na minha vida.
     Já falei sobre minha infância, sobre meus filhos, mas não disse que sou mineiro com muito orgulho e isso é tudo que eu falo sobre minha vida.

                

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