Através de uma fotografia
Quando eu vejo a fotografia do sitio da minha família, eu me
lembro dos cantos dos pássaros, dos barulhos dos rios e lagos.
Eu, quando menino,
lembro que minha convivência com meus pais não era ruim. Mas já apanhei algumas
vezes.
O lugar onde morava tinha vários animais, era um lugar
tranquilo, e gostoso. Mas meus pais resolveram vir para Sorocaba, para que eu
tivesse um futuro melhor, porque eles sabiam que não teríamos futuro no sítio
onde morávamos.
Eu fico muito triste quando me lembro dos meus pais
biológicos que me abandonaram quando eu ainda era um bebê indefeso, de colo.
Mas eu também gosto muito da minha família adotiva por quem eu criei um amor
imenso.
Eu gostava de brincar com meus irmãos de bolinha-de-gude,
futebol, pega-pega, esconde-esconde. Eu costumava ouvir histórias do Lobo mau,
Chapeuzinho Vermelho.
Na minha época de escola, até o 3ª colegial , só havia uma
professora e ela dava reguadas na gente e deixava de castigo.
A minha casa era feita de barro e não havia luz elétrica em
casa.
A minha primeira
viagem que eu tive foi na praia com meu irmão, Ronaldo.
Eu me lembro de quando eu caí do cavalo, e fiquei algumas
semanas sem memória. E também de quando, um dia, estava brincando e entrei
debaixo do carro e sem meu pai perceber passou com o carro por cima de mim.
Hoje eu tenho uma vida tranquila, eu me reencontrei com
minha mãe biológica, e os meus pais adotivos já faleceram. Eu sou muito grato
por ter uma família muito linda e feliz.
Relato produzido a a partir de entrevista com Denis Martins, parente da autora
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